Chafariz d' El - Rey / Chafariz de São João
Trata-se de um dos mais paradigmáticos chafarizes da cidade de Lisboa, não só pela sua ancestralidade (já referenciado documentalmente no reinado de D. Afonso II), alvo de sucessivas intervenções ao longo do tempo - que lhe determinaram drásticas mudanças plásticas - como também pela monumentalidade e erudição do seu traçado.É um chafariz com espaldar definido por extenso muro rectangular em cantaria, correspondente ao embasamento de um palácio, que sobre ele se eleva. Reconhece-se pano de muro (a SE.) ritmado por pilastras em silharia fendida e friso de cantaria que compartimentam a superfície em caixotões rectangulares encimados por outros quadrados. Destaca-se o conjunto ao centro, com o caixotão quadrado animado por pedra de armas de Portugal, sobrepujado por frontão triangular. A decoração do espaldar é completada por 2 medalhões escultóricos decorados com caravelas que ladeiam a pedra de armas. O espaldar apresenta remate superior desenvolvido em 2 registos, ambos definidos por cornijas (sendo a 1ª de perfil recortado a acompanhar a secção das pilastras) encimadas por platibanda em muro ritmada por plintos ornamentados com jarrões e pináculos dispostos alternadamente. Guarnecido com 3 bicas metálicas localizadas ao nível dos caixotões rectangulares extremos e axial, o espaldar articula com tanque de planta rectangular a si contíguo e num plano inferior ao do eixo viário em que se integra, pelo que se acede ao mesmo por meio de átrio - definido por corredor longitudinal delimitado por muro com guarda metálica e com lanços rectos de escadas nos extremos.
Através de porta localizada na Travessa do Chafariz d'El-Rei, acede-se, por meio de lanço recto de escada de cantaria, a galeria (num plano inferior relativamente ao exterior), com cobertura em abóbada de berço, articulada com cisterna de planta quadrada e cobertura em abóbada de barrete de clérigo perfurada, ao nível do remate, por falso lanternim. Através da galeria de acesso à cisterna a água é conduzida para um depósito, de localização coincidente com corpo de planta rectangular - de um piso, com muros em reboco pintado e cunhais de cantaria - adossado ao Palácio das Ratas, no lado posterior do chafariz. Este, compõe-se de um tanque com cobertura em abóbada de aresta (em asa de cesto). A água é então escoada deste depósito, por meio de canais
de escoamento até à face interna do espaldar do chafariz, perfurado pelas saídas de água - 9 - onde aí se integram numa galeria com cobertura em abóbada de berço.
Através de porta localizada na Travessa do Chafariz d'El-Rei, acede-se, por meio de lanço recto de escada de cantaria, a galeria (num plano inferior relativamente ao exterior), com cobertura em abóbada de berço, articulada com cisterna de planta quadrada e cobertura em abóbada de barrete de clérigo perfurada, ao nível do remate, por falso lanternim. Através da galeria de acesso à cisterna a água é conduzida para um depósito, de localização coincidente com corpo de planta rectangular - de um piso, com muros em reboco pintado e cunhais de cantaria - adossado ao Palácio das Ratas, no lado posterior do chafariz. Este, compõe-se de um tanque com cobertura em abóbada de aresta (em asa de cesto). A água é então escoada deste depósito, por meio de canais
de escoamento até à face interna do espaldar do chafariz, perfurado pelas saídas de água - 9 - onde aí se integram numa galeria com cobertura em abóbada de berço.A data provável de edificação do primitivo chafariz é o sec. 12.
Em 1220 surge primeira referência documental ao chafariz (sob a designação de chafariz de São João).
Em 1373, durante o cerco de Lisboa, e segundo o relato do cronista Fernão Lopes (na Crónica de D. Fernando), o chafariz secou e só em 1487 foi alvo de obras, promovidas por D. João II, que em carta régia manda fazer um encanamento, desde o chafariz até à muralha do mar, para os bateis da Ribeira aí receberem a água precisa para as aguadas da Marinha.
Em 1494 uma carta régia ordena que não se façam mais experiências para subir a água do chafariz.
Em 1517, D. Manuel I ordena à Câmara de Lisboa que autorize a Lopo de Albuquerque a execução (a expensas suas) de uma cobertura para o chafariz, o qual se situava então dentro de um pátio restrito, encostado à muralha, sendo a sua fachada composta por 3 arcos, ostentando sobre o central a pedra de armas real, ladeado por 2 esferas armilares.
Em 1552 existe uma referência documental a "cerca de 1000 negras que andam ao pote a carretar água do chafariz d'el-rei".
Em 1604 a postura camarária, regulamenta o abastecimento de água ao chafariz, surgindo uma nova campanha de obras em 1614. Nesta altura regista-se também um enriquecimento substancial do seu caudal (pela aquisição, efectuada pela Câmara, de um poço, existente numas casas próximas pertencentes a Beatriz de Ayalla, a 26 de Agosto desse ano).
Em 1669 o chafariz possuía então 6 bicas, tendo-se procedido a desentulhos, pois a água encontrava-se imprópria para beber e em 1744 o frontespício do chafariz desabou devido ao mau estado de conservação.
Entre 1747 e 1749 realização a reedificação do chafariz. Contudo o terramoto de 1755 causa-lhe alguns danos pelo que se seguem mais algumas obras.
Em 1812, um aviso régio ordenava que se fizesse, pela Repartição das Águas Livres, a reparação do chafariz e em 1836 decorrem obras de remodelação do frontespício do chafariz, entretanto suspensas por terem sido embargadas pela marquesa de Chaves.
Em 1861, uma gravura representa o chafariz já com a segunda platibanda e a decoração de vasos e pináculos, que nesse mesmo ano havia sido executada.
Em 1220 surge primeira referência documental ao chafariz (sob a designação de chafariz de São João).
Em 1373, durante o cerco de Lisboa, e segundo o relato do cronista Fernão Lopes (na Crónica de D. Fernando), o chafariz secou e só em 1487 foi alvo de obras, promovidas por D. João II, que em carta régia manda fazer um encanamento, desde o chafariz até à muralha do mar, para os bateis da Ribeira aí receberem a água precisa para as aguadas da Marinha.
Em 1494 uma carta régia ordena que não se façam mais experiências para subir a água do chafariz.
Em 1517, D. Manuel I ordena à Câmara de Lisboa que autorize a Lopo de Albuquerque a execução (a expensas suas) de uma cobertura para o chafariz, o qual se situava então dentro de um pátio restrito, encostado à muralha, sendo a sua fachada composta por 3 arcos, ostentando sobre o central a pedra de armas real, ladeado por 2 esferas armilares.
Em 1552 existe uma referência documental a "cerca de 1000 negras que andam ao pote a carretar água do chafariz d'el-rei".
Em 1604 a postura camarária, regulamenta o abastecimento de água ao chafariz, surgindo uma nova campanha de obras em 1614. Nesta altura regista-se também um enriquecimento substancial do seu caudal (pela aquisição, efectuada pela Câmara, de um poço, existente numas casas próximas pertencentes a Beatriz de Ayalla, a 26 de Agosto desse ano).
Em 1669 o chafariz possuía então 6 bicas, tendo-se procedido a desentulhos, pois a água encontrava-se imprópria para beber e em 1744 o frontespício do chafariz desabou devido ao mau estado de conservação.
Entre 1747 e 1749 realização a reedificação do chafariz. Contudo o terramoto de 1755 causa-lhe alguns danos pelo que se seguem mais algumas obras.
Em 1812, um aviso régio ordenava que se fizesse, pela Repartição das Águas Livres, a reparação do chafariz e em 1836 decorrem obras de remodelação do frontespício do chafariz, entretanto suspensas por terem sido embargadas pela marquesa de Chaves.
Em 1861, uma gravura representa o chafariz já com a segunda platibanda e a decoração de vasos e pináculos, que nesse mesmo ano havia sido executada.
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